Parlamento elege à segunda tentativa Luísa Neto para o cargo de provedora de Justiça
Segundo fonte parlamentar, Luísa Neto obteve desta vez 159 votos favoráveis.
O Parlamento elegeu esta sexta-feira, à segunda vez tentativa, a candidata indicada pelo PS, e apoiada pelo PSD, para o cargo de provedora de Justiça.
A eleição de Luísa Neto requereu uma maioria de dois terços de aprovação.
Segundo fonte da agência Lusa, num total de 218 deputados votantes, Luísa Neto teve 159 votos favoráveis, 29 brancos e 30 nulos.
O anúncio do resultado pela mesa da Assembleia da República foi recebido com palmas por parte das bancadas do PSD e PS.
A 12 de junho, Luísa Neto - atual presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Administração (INA) - falhou na primeira tentativa de eleição para o cargo de provedora de Justiça, obtendo 131 votos favoráveis, insuficientes nessa altura para alcançar a necessária maioria de dois terços.
Nessa ocasião, num universo de 207 deputados votantes, Luísa Neto teve 58 brancos e 18 nulos. Para ser eleita, teria de chegar aos 138 votos, ou seja, mais sete do que os que obteve.
Uma semana depois da primeira tentativa de eleição, o Partido Socialista anunciou que iria voltar a propor Luísa Neto como candidata a provedora de Justiça.
No mesmo dia, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, fez questão de subscrever a candidatura de Luísa Neto a provedora, em conjunto com o PS, assegurando o compromisso da sua bancada em elegê-la numa segunda tentativa.
"Sinceramente, não vejo razão nenhuma para Luísa Neto não ser aprovada neste Parlamento. Tem as competências profissionais, jurídicas, éticas e humanas para o exercício daquela função. E eu quero garantir aqui o compromisso do Grupo Parlamentar do PSD em votar na candidata. Quero mesmo dizer, é uma candidata apresentada pelo PS e pelo PSD", declarou Hugo Soares.
A votação de 12 de junho foi a segunda tentativa de eleger uma personalidade para o cargo de provedor de Justiça, que está por preencher desde o início da presente legislatura, quando Maria Lúcia Amaral saiu desse lugar para desempenhar as funções de ministra da Administração Interna, cargo do qual se demitiu no começo deste ano.
c/ Lusa